Histórico

Histórico do planejamento do PDRI


Antecedentes do PDRI

 Em 1996, os novos Prefeitos que haviam sido eleitos nos Municípios do Sudoeste do Paraná, constataram uma queda constante, e vertiginosa, das receitas fiscais, fenômeno que vinha ocorrendo desde a década de 80. Um dos motivos identificados empiricamente foi a crise no campo que, no caso do território, configurava-se por um cenário de pequenas propriedades rurais voltadas para a produção inadequada de grãos, que exigem maior escala de produção para um retorno apropriado e, nesse passo, maior extensão de terras para o plantio. Além disso, viu-se a baixa agregação de valor na produção agropecuária em geral. 

 No ano de 1997, com a intenção de modificar esse panorama, a AMSOP - Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná, presidida pelo então Prefeito de Pato Branco, Alceni Guerra, organizou uma missão técnica, composta por 11 (onze) Prefeitos e lideranças do território, para a região de Emilia-Romagna, na Itália, com o intuito de conhecer experiências de sucesso em desenvolvimento territorial. Nos dois anos posteriores (1998/1999) iniciou-se o
planejamento e a execução da iniciativa denominada Programa Nova Itália – PNI, que tinha por meta: “Fomentar, em 10 anos, 600 empreendimentos  cooperativos/familiares, conhecido posteriormente como fábrica do agricultor”. O Programa trazia como objetivos estratégicos: 

  • organização de pequenas cooperativas;
  • promover a transferência de tecnologias;
  • agregar qualidade emtodas asfases da produção;
  • investir num sistema de mercado eficiente.
 No período de implantação do PNI (Pacto Nova Itália), foram observadas inúmeras dificuldades para que houvesse a real implementação do Programa,
chegando-se à conclusão de que o maior motivo era a ausência de um ente gestor de caráter territorial. Assim, inspirados no modelo italiano, a AMSOP liderou, em agosto de 2000, a criação da Agência de Desenvolvimento Regional do Sudoeste do Paraná. Desde então, essa instituição coordena os mais variados projetos de interesse relevante para o território, como os projetos de desenvolvimento da bacia leiteira, os programas de desenvolvimento da agricultura familiar, o estudo de tráfego nas rodovias da região e a atuação como Instância de Governança Regional do Turismo conferida pelo Ministério do Turismo e Governo do Estado do Paraná. 

 Em 2010, durante a realização do planejamento estratégico da Agência, lideranças do território apontaram uma sensível preocupação com a constatação de que a maior parte das ações de organizações governamentais e não governamentais, que se caracterizavam como iniciativas voltadas ao desenvolvimento da região, mostravam-se, em grande parte, como iniciativas pontuais que eram implementadas individualmente ou por intermédio de algum tipo de parceria. De fato, não se percebia uma atuação vinculada em um plano de ação integrado, estratégico e articulado por meio de uma Governança constituída. Essa importante questão, e a busca de uma solução para esse desafio apontado, permeou o debate entre as instituições durante o ano de 2011. 





 Na sequência, em 2012, foi realizada uma atualização do Planejamento Estratégico da Agência, com a participação de lideranças públicas, da iniciativa privada e do terceiro setor, propondo-se agregar a questão da integração territorial como Missão da instituição. Essa atribuição transparece em sua nova redação: “Promover e estimular o desenvolvimento integrado do Sudoeste do Paraná”. Esse foi o ponto de partida para a busca de um planejamento integrado do território, que culminou na estruturação do PDRI. 

 Nesse mesmo ano se iniciou a construção do planejamento estratégico regional, tendo como referência metodológica, o que os Países membros da Comunidade Econômica Europeia vinham adotando na época, e que se denominava DRI – Desenvolvimento Regional Integrado. Esse conceito buscava exatamente a estruturação de um plano integrador das diversas ações executadas pelas mais variadas instituições e, mais do que isso, a construção de uma estratégia inovadora de iniciativas convergentes e planejadas conjuntamente como meio de promoção do desenvolvimento territorial. Esse foi o embrião e a justificativa da criação e implementação do Plano de Desenvolvimento Regional Integrado do Sudoeste do Paraná (PDRI).


Linha do Tempo do PDRI

 Como descrito anteriormente, a criação do PDRI surgiu do esforço, encadeado no ano de 2012, em realizar um planejamento territorial integrado. Dessa forma, a proposição do Plano englobou como diretrizes iniciais: 

  • Formalização do PDRI como Plano orientador das atividades das organizações e instituições focadas no desenvolvimento territorial do Sudoeste; 
  • Criação da Instância Regional da Governança do Plano, constituída por organizações públicas, privadas, terceiro setor e academia. 

 A concepção orgânica da Governança do PDRI foi estruturada de acordo com as informações contidas na Figura 9.




Da Governança

 Pela Figura 9 se observa que os temas de interesse, que nessa época foram configurados como Conselheiros Temáticos, representavam a participação de pessoas de notório saber em assuntos relacionados aos eixos estruturantes e, dessa forma, contribuiriam para o avanço das ações previstas. Os eixos estruturantes propostos foram: vocações econômicas, cultura e desenvolvimento, infraestrutura e sociedade. 

 O Quadro 1 mostra os objetivos estratégicos que foram priorizados em cada um dos eixos estruturantes (PDRI, 2015). 

 O envolvimento de todas as partes interessadas (empresas, academia,terceiro setor, etc.)completava o ciclo da integração de ações visando o desenvolvimento territorial. Esse mesmo público poderia interagir, de acordo com os temas de interesse e eixos estruturantes, em sub-regiões delimitadas, a saber: 

  • Governança sub-região Fronteira: Capanema, Planalto, Pérola D’Oeste, Pranchita, Santo Antonio do Sudoeste, Bom Jesus do Sul, Barracão, Pinhal de São Bento, Ampere, Santa Izabel D’Oeste, Realeza, Bela Vista da Caroba. 
  • Governança sub-região Vale do Iguaçu: Nova Prata do Iguaçu, Salto do Lontra, Boa Esperança do Iguaçu, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, São Jorge D’Oeste, São João, Sulina, Saudade do Iguaçu. 
  • Governança sub-região Vale do Marrecas: Nova Esperança do Sudoeste, Enéas Marques, Verê, Francisco Beltrão, Manfrinópolis, Salgado Filho, Flor da Serra do Sul, Marmeleiro, Renascença. 
  • Governança sub-região Vale do Chopim: Chopinzinho, Coronel Vivida, Itapejara D’Oeste, Bom Sucesso do Sul, Pato Branco, Vitorino, Mariópolis. 
  • Governança sub-região Planalto: Palmas, Coronel Domingos Soares, Mangueirinha, Honório Serpa, Clevelândia. 

 Outro elemento proposto na estrutura de Governança do PDRI, em 2013, referia-se ao Comitê Articulador. Nesse sentido, a proposta dessa instância era a de fornecer uma espécie de voz crítica que, uma vez acionada, produziria uma análise transparente sobre a evolução do Plano (PDRI, 2013). 

Outro aspecto importante desse processo de planejamento foi a definição da Missão e Visão do Plano. Nesse sentido, a dimensão estratégica do PDRI (Missão, Visão, Objetivo Geral e Eixos Estruturantes) foi estruturada da forma como está elencada no Quadro 2. 

 Para realizar a verificação do atingimento da meta estabelecida na Visão do PDRI, ou seja, que 60%(sessenta por cento) dos Municípios se encontrem em nível de alto índice de desenvolvimento, foram selecionados os indicadores referentes aos índices ora relacionados: 

  • Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM/FIRJAN); 
  • Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF/FIRJAN); 
  • Índice de DesenvolvimentoHumano Municipal (IDH-M/PNUD). 







PDRI - Plano de Desenvolvimento Regional Integrado - Sudoeste do Paraná
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